segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dia de Iemanjá



Odo Iyá Yemanjá Ataramagbá, ajajê lodô, ajejê nilê!
As águas subiram e nos cantávamos a oração.
Borbulha as águas e germine nossa fé.
Olha por nós mãe de todos...

Axé a gente escrava. Axé a gente dominante,
Axé ao que buscam na pesca e os que estão na lida da roça.
Axé minha mãe branca.

Odo Iyá Yemanjá Ataramagbá, ajajê lodô, ajejê nilê!
Eu tão negro e a senhora tão branca.
Eu tão pobre a senhora Rainha dos Mares...
Eu um escravo e a senhora navegando nas ondas.

Mãe Neguinha vem trazendo as oferendas.
Perfumes e rosas sejam levados a ti.
Hoje é dia dois do segundo mês.
É o nosso dia de agradecermos tantas bênçãos, oh mainha.

Odo Iyá Yemanjá Ataramagbá, ajajê lodô, ajejê nilê!
Axé nas tempestades dos nossos dias.
Axé... Axé... Axé...

Poderosa mulher. Poderosa senhora.
Acalma as águas e com ela lave os males de todos nós.
Odo Iyá Yemanjá Ataramagbá, ajajê lodô, ajejê nilê!

Ítalo Alessandro, 02/02/2009







-No ano passado eu estava na Bahia neste dia,
não sou do Candoblé, mas minha alma se encanta
com a tal fé... A fé mãe de nossa terra.
Aproveito para pedir respeito por parte das outras
crenças, principalmente ramificações cristãs que declaram
que a macumba é demoníaca.
Se não respeitarmos a fé mãe em nossa pátria a qual fé renderemos respeito?
Muito lindo a irmandade, as oferendas, os cantos de mulheres cansadas
e trabalhadoras, o choro de uma gente que sofreu muito na história. Louvor
ao sorriso de todos eles, por que é uma gente que sabe pular de alegria
dançar uma boa capoeira e tem uma abraço forte que quem reconhece que
somos todos filhos de um só Deus... Vivente Candoblé.

Liberdade - Parte I

Quero falar de liberdade, mas será que eu posso? Sim. Sou livre para falar do que eu quero dês que eu me respeite e respeite aos outros. Se me permito, e se você me permite, vou mergulhar nos conceitos e nas riquezas do “o que é liberdade”. Quero descobrir se sou livre e se a minha liberdade faz diferença. Talvez você também lendo isso posso descobri se é livre ou se é escravo do sistema que conceitua liberdade e não se compromete em ser liberto de ideologias más. Vou manter a minha linda de radical idade, não “radicalismo cético” e sim “radicalismo racional”, que volta a raiz e dela extrai a sabedoria em sua pureza e sanidade.

Para dinamizar o assunto e chegar a uma compreensão mais fácil, usarei uma música da Banda Capital Inicial, de composição do Dinho Ouro-Preto e Alvin L. O titulo da obra já nos remete a idéia básica de liberdade: “A vida é minha” O pronome possessivo “minha” (‘meu’) é fundamental. Se você é dono logo é de sua responsabilidade cuidar bem do que é seu. A vida é minha, então é minha obrigação cuidar dela. Liberdade talvez seja simplesmente isso: cuidar bem da sua vida. Deixar de cuidar já não é um ato totalmente livre, por que a liberdade é produto do bem, e se você diz: “a vida é minha, então eu cuido ou não dela, sou livre”, Já não é um conceito fruto saudável, se é seu você deve cuida bem. Uma pessoa naturalmente inteligente (com idéias saudáveis) tem por prioridade cuidar de si e do que é seu. Ate mesmo os animais instintivos tem essa noção. Por isso disse que chegamos à pura liberdade quando voltamos a raiz, e deixamos que a força do natural tenha prioridade. Radicalidade de compreensão.
Tive um professor que sempre definia com objetividade a liberdade como “o ato perfeito da vontade”. Agora veja se a suas ações são frutos da sua vontade nua e crua ou suas ações sofrem modificações ideológicas antes de chegarem a pratica.

Liberdade - Parte II


Estão abortando sua mente .

Vivemos no sistema, globalmente falando, que não cria pensadores e sim repetidores de idéias, assim é mais facial de sermos manipulados quando tudo conspira ao favor do assassinato da sua liberdade. O sistema (educação, cultural e político), sabem muito bem que a liberdade começa na sua mente, e tentam assassiná-lo logo na gestação. É como se o vilão tentasse abortar a sua liberdade antes que ela descubra a força que tem. Preste atenção que todas as frases que o sistema lança tem força imperativa. E no inconsciente o individuo escuta e obedece. Assim acontece o aborto da sua vontade sã. “Faça isso. Faça aquilo. Perca peso. Tenha estilo. Compre esse. Prove aquele. Siga a moda. Vote nele...” Com toda certeza esta acostumado a estas frases. “Cante essa. Tenha medo. Fume outro. Acorde cedo. Tenha modos. Fique mudo. Ame o mesmo. Odeie tudo...”

Não permita. Aquelas propaganda da cerveja com uma mulher atraente não é consciência. Eles querem que sua mente associe naturalmente o convite feito pela “atração feminina” e você consuma o produto deles. O rosto bonitinho do modelo e da modelo é o padrão de beleza que você segue. Mas você tem a sua história e eles a deles. Vive talvez em uma cultura distinta daquele mundo das novelas. Então por que tentar viver ávida deles, que já esta com o nome “vida fictícia.”
O mundo virtual deveria ser o reflexo do mundo real, e há uma inversão de papeis, você tenta que a sua vida seja reflexo do padrão pré-definido de “vida boa”, Cadê a sua capacidade de pensar livremente? Na TV, internet, outdoor, planfetagens, embalagens dos produtos do mercado, cartazes, enfim toda a comunicação visual traz o corpo ideal, nariz fino, o estilo europeu, cabelos lisos ou adulados com contornos perfeitos.
Mas o ser humano é misto de beleza e imperfeição, e quando se descobre isso se frustra e vive uma busca frustrante para tentar-se igualar cada vez mais aos moldes ditados. Tudo esta conspirando para que sua idéia seja enlatada na vontade deles. A perfeição esta muito ale da estética. Muito mais profundo do que os embrulhos do marketing. E você olha para o espelho e diz: “eu sou livre.” Não se iluda. Você esta cumprindo a sua vontade, isso é liberdade, mas se suas idéias estão sendo deformadas com ideologias é por que “livre” é simplesmente mais um rotulo que fizeram você acreditar que é seu.

Liberdade - Parte III

Liberdade nos “deveres”

Ser livre para pensar, dizer, exigir, gritar pelo que é seu é fácil, mas é complicado ser livre para calar, escutar, aceitar e obedecer. Existem coisas boas que também lhe impõe. Não estou defendendo a idéia de que só o que você quer é o bom. Existem limites e o seu próprio instinto sabe defini-los. Aqui entra seu dever moral.
A sociedade tem deveres e direitos, regras a serem seguidas para um bom andamento justo da humanidade. Digo tudo isso por que há muitos que para acreditar que são livres ferem a integridade da sua personalidade e coloca em risco a liberdade do comum.
Quem não é livre para se aceitar, aceitar seus pensamentos, suas indignações não suportarão ser livre diante de todos, assim também quem não fez a experiência de produzir suas próprias criticas será sempre escravo de um movimento cultural, uma linha de filosofia ou uma religião. .
Uma liberdade sem eixo filosófico cairá na libertinagem. Ao contrario do que pensam as regras sociais não são uma contradição de liberdade, mas uma fonte segura de ser livre.