quarta-feira, 18 de março de 2009

Morre Clodovil



A vida é um mistério, e a morte é a conclusão confusa deste mistério. Para quem vai é o fim do mistério, para nós que ficamos deve ser reflexão perene. Hoje o Brasil celebra, diante da morte, a vida do deputado e estilista Clodovil Hernandes. Para os ignorantes e mal informados, essa é a morte de um gay apresentador de programa de TV que tinha um vocabulário rasgado e que chegou ao senado por acidente. Todavia não se pode resumir a vida de Clodovil nesta imagem vendida pela mídia por armas de carrasco manipulador. Poucas pessoas sabem que Clodovil sempre foi um homem que defendeu o valor da família, pouco se fala da verdadeira pessoa que em um mundo de descriminação sexual se assume em transparência como gay, pouco se celebrou do homem inteligente e estudioso, Clodovil falava de Deus com simplicidade, dizia “Não creio no Deus que vendem as religiões, creio no Deus que reluz em cada pessoa”. Cada pessoa tem sua história, e Clodovil tem uma belíssima história de vida marcada por força e competência. Graças a ele, e a outros que deram a cara à tapa, hoje há a tentativa de ver a homofobia como crime no Brasil. Humano, valente, ético e alegre, em muitos discursos defendeu a mulher e o valor da família brasileira. Amante da beleza, da música e de toda a boa arte. Critico e verdadeiro, como ele mesmo disse: “Não falo mal, apenas digo a verdade.” E a verdade de Clodovil incomodou a muitos, como a de Cristo a desafiar os sacerdotes de sua época. Clodovil amava sua mãe adotiva, sempre declarava isso em suas palavras, e em sua vida sempre fez referencia aos ensinamentos deixados pelo seu pai. Como todo homem de boa índole valorizou a família como coração do mundo. A nossa homenagem a Clodovil Hernandes, a ele a lembrança feliz de quem mostrou com a vida que é preciso fazer a diferença, dizer a verdade e viver da sua fé. E para que ele não perca a característica de “incomodo”, e quem diz a verdade incomoda mesmo, deixo essa frase que é apenas uma das varias frases de efeitos ditas e praticadas por ele, pense: "Homem de verdade gosta de mulher. Macho reproduz." Clodovil

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de Cinzas


Hoje inicia para os cristãos, mais especificamente na igreja Católica, a chamada quaresma. Quarenta dias memorais aos dias de sacrifícios de Jesus no deserto e aos quarenta anos de exílio do povo de Javé no deserto. Sem prender-me a realidade da religiosidade, vejo a profundidade do convite da quaresma. Que é o convite para se retirar da sua rotina e meditar sobre a sua vida. O chamamento deve se estender para a sociedade e para a vida particular e não para praticas de religiosidades.
O que se tem feito ate aqui está realmente caminhando para a sua missão de felicidade? Somente mergulhando no profundo do nosso ser é que descobriremos se estamos de fato caminhando no caminho justo para a felicidade e a paz.

O sacrifício maior da quaresma não será o martírio do corpo e exageros de jejuns. O sacrifício maior é o autoconhecimento e o aceitar-se a si próprio com todas as suas fraquezas para usar da força do Espírito e erguer a cabeça para continuar a vida da maneira mais feliz e saudável possível.

Quando entramos encontrados com as nossas feridas queremos correr de pensar e de assumir a nossa fraqueza, mas será preciso mexer nas feridas e aprender a melhor forma de curá-las. Todos nós temos problemas. Somos imperfeitos com os olhos no Perfeito, que o é nosso Deus e Pai.

Reconhecer-se fraco e pequeno é uma questão de humildade. Por isso hoje, “quarta-feira de cinzas”, nas celebrações litúrgicas da igreja católica se passa o pó da cinza para lembrar os fieis o versículo bíblico: “Tu és pó e ao pó voltará...” Reza a Bíblia essas palavras mencionando a criação do homem relatada em gêneses que diz que Deus pegou a terra (pó) e a água, fez dela um barro e moldou o homem a sua imagem e semelhança. A segunda parte, “ao pó voltará”, lembra a morte corporal, fim inevitável de todos os seres vivos.

Diante do fato do fim da contagem do tempo de vida corporal, faz pensarmos profundamente na fragilidade da vida e como ela pode passar rápido sem que tenhamos cumprido a nossa missão de construir um reino de igualdade, fraternidade e paz. Pensar na morte não com o medo ou com a tristeza, mas na realidade do seu curto tempo e de sua inconstância. Só temos essa vida para cumprir a nossa missão. Você tem cumprido a sua?

Que bonito é isso, ao mesmo tempo em que Deus nos fez fraco, faz também com que participemos da sua divindade infinita como “imagem e semelhança”. É muito significante o gesto das cinzas para reconhecer sua pequenez e buscar forças para ser uma pessoa melhor, isso é o principio de toda conversão. Homens e mulheres na busca de melhoras a cada dia. Pessoas que mesmo fracas são fortes quando sabem onde são falhos e buscam logo fazer o melhor.

Que nessa quaresma mais homens e mulheres repensem na suas vidas, que eu e você cheguemos à perfeição que fomos criados. Desejo ainda que a igreja (povo) não fique somente nas palavras, jejuns e orações demoradas, mas que se encontrem no autoconhecimento e seja gente mais humana e logo mais feliz. A conversão (mudança) que você busca fora de si deve começar primeira no seu consentimento de melhorar.

Ítalo Alessandro

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Mascarada de Veneza


Todos para quando ela entrou no salão.
É a Senhora Bela que me prendeu em
seu olhar e me fez escravo do seu amor.
A música tocava e ela me seduziu
com os seus olhos escondido na fantasia.
Dançava com elegância e clássica sedução.
Enfeitiço que me fez seu homem e hoje
sou apenas o resto daquela paixão.
O Carnaval sempre me lembrará
uma noite em Veneza onde a minha
Ilusão mudou o mundo.
Pelo menos o meu mundo.
Jamais voltará para mim. Mas eu aprendi.
Não quero paixão mascarada.
Quero conhecer uma mulher transparente
e a ela darei sem reservas meu coração.

Não mais um amor de carnaval.
Não mais a dor banal.
Preciso da verdade que provoque a minha liberdade.

Mulher, oh mulher... Eu te conheci, me enganou e agora não te quero mais.
Mascarada perversa.


Ítalo Alessandro

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

ANÁLISE MÚSICA " NÃO QUERO DINHEIRO " Tim Maia.


I PARTE

Não Quero Dinheiro
Tim Maia
Composição: Tim Maia


Vou pedir prá você voltar
Vou pedir prá você ficar
Eu te amo!
Eu te quero bem...

Vou pedir prá você gostar
Vou pedir prá você me amar
Eu te amo!
Eu te adoro, meu amor!...

A semana inteira
Fiquei esperando
Prá te ver sorrindo
Prá te ver cantando
Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar!...

Te espero para ver
Se você vem
Não te troco nesta vida
Por ninguém
Porque eu te amo!
Eu te quero bem...

Acontece que na vida
A gente tem
Que ser feliz
Por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor!...


Fico encantando com o eu lírico descrito por Tim Maia nesta música, eu não tenho duvidas que é uma pessoa que conhece os aspectos fundamentais do amor. Queira o bem da pessoa amada e desejá-la acima das alegrias passageiras, buscá-la como fundamento do seu sentimento e não firma-se somente no prazer que passa com o tempo. Vamos pensar mais profundamente e dizer com palavras o que a letra provoca nos nossos sentidos.

Eu te amo! Eu te quero bem...


II PARTE
ANÁLISE MÚSICA " NÃO QUERO DINHEIRO " Tim Maia.





Conhecemos o amor pelos seus efeitos. “Mostra-me o fruto e conhecerei qual é a árvore.” Mais do que isso, no fruto está inserido a dedicação que a árvore lhe deu, se é um bom fruto é por que a árvore encontrou em seu solo a força necessária para gerar com saúde o fim de sua existência. Digo isso pensando nas conseqüências boas e más que um amor pode ter.
Vendo o amor como o sentimento e o mistério maior da pessoa humana, e na fé em um Deus definido como “Amor”, concluímos que o “bem” será sempre o objetivo da aplicação de um amor sadio. Todo amor verdadeiramente e sadio promove o bem como missão e conseqüência. Quando dizemos: eu te amo, é por que professamos em palavras que desejamos o bem e promoveremos esse bem para a pessoa vítima do seu amor. Não penso ser certo dizer que o amor é um simples sentimento, e muito menos uma escolha. Digo então que o amor é um mistério vivificante na alma humana. Existem as vezes que não entendemos de onde ele vem, mas sabemos que está em nós, não queremos racionalmente senti-lo, mas ele nos impele a sonhar e a buscar o objeto desejado. Para quem crer em Deus não é fácil entender que o amor começa exclusivamente onde fomos primeiro amados. Não é por acaso que poeticamente e teologicamente definimos o ser criador e superior da humanidade como “Amor”, afinal toda a pessoa humana tente a se render ao mistério de amar e ser amado. Em uma sabia investigação filosófica chegaram à idéia que o auto máximo da sabedoria se encerra no BEM, “O mundo das idéias e o Bem como objeto.” Não é nada diferente com o amor que vê como fim último o Bem. Se o que você sente e pratica tem como prioridade promover o Bem, afirmo com toda certeza que é o amor mais puro e verdadeiro que alguém pode ter.



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